Nesta segunda-feira, o Rayo Vallecano surpreendeu ao anunciar a rescisão do contrato de James Rodríguez, meio-campista colombiano, que passou pouco mais de quatro meses no clube. Esta decisão marca a segunda rescisão forçada consecutiva do jogador, levantando questões sobre o que tem levado ao insucesso de Rodríguez nas equipes por onde passa.
Em um período de quatro anos, James Rodríguez teve passagens por cinco clubes diferentes, totalizando 91 partidas disputadas, excluindo seus jogos pela seleção colombiana. Entre lesões e afastamentos, destacou-se no Olympiacos, porém não garantiu sua permanência para a temporada seguinte.
Em 2020, sob a orientação de Carlo Ancelotti, com quem trabalhou no Real Madrid, James se juntou ao Everton, da Inglaterra, onde participou de 26 jogos e apresentou estatísticas razoáveis, incluindo seis gols e oito assistências. Apesar disso, não conseguiu se manter no clube e seguiu para o Al-Rayyan, no Catar.
No Oriente Médio, teve uma breve, porém produtiva passagem. Em 16 jogos pelo clube catariano, marcou cinco gols e proveu sete assistências, antes de ser transferido de volta ao Olympiacos, na Grécia. Lá, sua contribuição em campo foi menor, com cinco gols e seis assistências em 23 partidas, antes de ser contratado pelo São Paulo.
No São Paulo, Rodríguez teve poucas oportunidades, enfrentou problemas nos bastidores e não estava nos planos dos treinadores. Disputou apenas 22 jogos, com dois gols e quatro assistências. Após a Copa América, o clube e o jogador concordaram que a rescisão seria a melhor solução.
Livre no mercado, James assinou com o Rayo Vallecano, retornando ao futebol espanhol, mas sua passagem foi discreta, com apenas sete jogos e uma assistência. Apesar dos obstáculos nos clubes, suas atuações pela Colômbia continuaram em alto nível, sendo inclusive eleito o melhor jogador da última Copa América.
Desde o início de 2023, Rodríguez participou de 23 jogos pela seleção colombiana, marcando quatro gols e contribuindo com 10 assistências, além de liderar a equipe na busca por uma vaga na próxima Copa do Mundo, após ficar de fora do torneio no Catar.